sexta-feira, 29 de julho de 2011

Apresentações do Núcleo Destempos em Agosto!!!!

Estamos muito felizes com as apresentações do duo "Retrato de uma Fronteira Intermitente" em Agosto! Poder dar continuidade a nossa pesquisa e compartilhá-la com o público é sem dúvida muito enriquecedor!!!
Então segue as datas e os flyers de divulgação!
Estão todos convidados!! Apareçam!

Dia 02/08 - Intervenção - Encontros de Dança - TUCARENA
Dias 12,13 e 14/08 Mostra Universitária (M.U.D.A.Ç.A.N.Ç.A.)- O LUGAR
Dia 20/08 Mostra Meia-Noite olho neles - O LUGAR 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

em fase de refletir sobre o que dançamos

Esse mês, estamos em fase de produção no núcleo destempos. Várias idéias, parcerias, editais e sempre a vontade de continuar a pesquisa que nos instiga tanto. A poética do movimento!!!
Agora o movimento e os estados corporais precisam invadir a escrita, antes a escrita nos inspirava a criar agora a dança nos leva a escrever! Mas não pensaremos sozinhas, hoje noite de produção convites a pessoas ilustres = queridas foram feitos para se juntarem a nós!

Sorte para nós!

Amanda e Cida

segunda-feira, 18 de abril de 2011

OUTROS OLHARES

Aqui se enxerga por diferentes óticas, cores, sons e enfeites... ilustradas memorizadas ou momentaneas.
Instantâneos de nós.


http://abridela.blogspot.com - Por Érica Tessarolo

www.flickr.com/experimentos - Por Alessandra Souza

FRONTEIRA MÓVEL

...ATRAVESSO A FRONTEIRA?
DE TEMPOS EM TEMPOS ME SINTO AQUÉM DE QUEM EU SOU, UM CORPO PERAMBULANDO EM SOMBRAS E DE SILÊNCIOS SE ALIMENTANDO.
E SE EU ATRAVESSASSE?
ÁVIDOS DE HORIZONTE, ESSES OLHOS E ENTRANHAS ENCONTRAM NOVAS TRAVESSIAS NESTA RAZÃO DE ESTAR E SEMPRE ESTAR...
UM MEMÓRIA PULSA E SEGUE EM CICLO: ATRAVESSO... POIS QUE O LIMITE ENTRE ESTAR E NÃO ESTAR MAIS É VÁRIO E INCONSTANTE.

NOVO VIDEO

Mais novo registro de Retrato de uma fronteira intermitente.
Apresentação realizada no SESC Pompéia - SP em 30 de março de 2011.

http://vimeo.com/22402600

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"Eu não sou a Morte, sou simplesmente morte, a Morte é um cousa que aos senhores nem por sombras lhes pode passar pela cabeça o que seja, vossemecês, os seres humanos só conhecem esta pequena morte quotidiana que eu sou, esta que até mesmo nos piores desastres é incapaz de impedir que a vida continue, um dia virão a saber que é a Morte com letra grande, nessa momento, se ela, improvavelmente, vos desse tempo para isso, perceberíeis a diferença real que há entre o relativo e o absoluto, entre o cheio e o vazio, entre o ainda ser e o não ser já, e quando falo de diferença real estou a referir-me a algo que as palavras, se não o sabe, movem-se. mudam de um dia para o outro, são instáveis como sombras, sombras elas mesmas, que tato estão como deixaram de estar, bolas de sabão, conchas de que mal se sente a respiração, troncos cortados [...]".
José Saramago

O ser e o nada - Jean Paul Sartre

"[A morte] é o fenômeno de minha vida pessoal que faz desta vida uma única, ou seja, uma vida que não recomeça, uma vida na qual não podemos ter uma segunda chance. Com isto, torno-me responsável por minha morte, tanto quanto por minha vida. Responsável, não pelo fenômeno empírico e contingente de meu trespasse, mas por esse caráter de finitude que faz com que minha vida, como minha morte, seja minha vida [...]"
"...há momentos que parecem ficar suspensos, pairando sobre o fluir inexorável do tempo."

Colaboradoras e mais retrato.

O Núcleo Destempos retoma suas pesquisas em 2011, dando continuidade ao trabalho dos estados corporais e do diálogo entre literatura e movimento, como alimento para o processo criativo do espetáculo "Retrato de uma fronteira intermitente". Conta agora com a colaboração da bailarina Érica Tessarolo e com a produção de Alessandra Souza.

O dueto traz a cena um corpo sem face, delineado pela silhueta de uma mulher, atravessando pulsos contínuos e intermitentes, provocando sensações ambíguas: do lirismo ao desconforto. Não exploraremos apenas uma indagção ou especulações sobre a morte, buscaremos a personificação de um corpo em "estado de vida suspensa", tal como o romance nos descreve. Estar preso por um fio tênue e ainda sim, não mergulhar no breu da morte: qual estado provocado por esta sensação?

Inspirações poéticas



René Magritte - Os Amantes