O Núcleo Destempos pesquisa a relação entre dança e literatura e o diálogo entre essas linguagens, além de investigar como o surgimento de "estados corporais" pode servir como cerne criativo em um processo de criação em dança.
O Núcleo surgiu durante a graduação em Dança - Universidade Anhembi Morumbi - cursado pelas intérpretes-criadoras Amanda Correa e Cida Sena, que iniciaram sua parceria no espetáculo “Infinito quase palpável”, inspirado nos procedimentos criativos da artista plástica Lygia Clark e o estudo do conceito dos “Objetos relacionais”, dirigido por Ana Terra (2008) e em “Epílogo” inspirado em poemas do autor Manuel Bandeira, dirigido por Mariana Muniz (2008). Em 2010, no Trabalho de Conclusão do Curso de Dança – Universidade Anhembi Morumbi - iniciaram a pesquisa sobre a relação da obra literária “As Intermitências da Morte”, do autor português José Saramago e o quadro "Os amantes" do pintor René Magritte, sob orientação de Silvia Geraldi. A continuação desta pesquisa acarretou no espetáculo "Retrato de uma Fronteira Intermitente” que contou com a preparação corporal e colaboração na pesquisa de Érica Tessarolo.
O Núcleo conta também com a produção de Alessandra Souza.
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Érica Tessarolo é graduada em Artes Plásticas e em Dança pela UNICAMP. Transita entre a carreira solo e a participação em grupos de dança, integrando a Cia Perdida, com direção de Juliana Moraes, desde 2009. Em 2007, foi estagiária da Cia Borelli e ingressou na Cia Fragmento, dirigida por Vanessa Macedo, na qual foi intérprete e responsável pela arte gráfica dos espetáculos até 2010. Desenvolveu, em parceria de Marisa Lambert, os solos Tu não te moves de ti e Quimera, se apresentando em eventos como a Conferência Internacional LABAN 2008, no RJ e O feminino na dança, em SP. Em 2009, participou das peças alto mar de todas as coisas e Noiva Despedaçada: forma e estilhaçamento, dirigidas por Key Sawao e Ricardo Iazzetta. Em 2010, desenvolveu o solo para ver o azul da carne, apresentando-se nos eventos Semanas de dança, do CCSP, e Primeiro Passo, do SESC Pompéia.
Alessandra Souza é graduada em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi e possui formação em balé clássico pela Escola Municipal de Bailado de São Paulo. Como intérprete em dança foi estagiária da Cia Corpos Nômades – direção de João Andreazzi (2010) e integrou o grupo de estudos Abrigos Poéticos – coordenação de Ana Terra (2009). Além de atuar nos espetáculos: Devaneios de habitar esses lugares inabitáveis (2006), Hellen Keller – um estudo sobe o silêncio, ambos com direção e orientação de Ana Terra; A vista da cidade no vôo, direção de Lu Favoreto com apresentações na Galeria Olido. Foi assistente de ensaio e coreografia do Corpo de Baile Jovem da Escola Municipal de São Paulo no espetáculo Carnaval dos animais (2004). Como produtora cultural foi estagiária da Assessoria de Dança - Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, Balé da Cidade de São Paulo e Oficina Cultural Oswald de Andrade, sempre com supervisão de Cássia Navas. É assistente de produção e comunicação do Teatro de Dança desde 2006.
O Núcleo conta também com a produção de Alessandra Souza.
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Amanda Correa é graduada em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi. Como intérprete em dança foi estagiária da Cia Corpos Nômades – direção de João Andreazzi (2010) e integrou o grupo de estudos Abrigos Poéticos – coordenação de Ana Terra (2009). Participou como figurante da Ópera Teatro em três partes- SESC Pompéia, em cartaz em julho de 2010, com o espetáculo “Infinito quase palpável” dirigido por Ana Terra dançou no Teatro de Dança, na mostra SPdance no Teatro Mars (2009). Atuou na Vídeo- dança A dança moderna de Michio Ito – concepção de Cybele Washington (2010).Como produtora cultural foi estagiária do Teatro de Dança (2008 a 2010) e assistente de produção na Parole Produção e Criação de Mariana Vaz (2010). No período de dez anos atuou como ginasta olímpica federada pela cidade de Pindamonhangaba SP.
Cida Sena é graduada em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi. Atuou como bailarina nas produções musicais de Marco Costa em 2005 e 2006 com releituras de musicais de Gene Kelly e a criação do espetáculo “Mestre Vitalino”. Atuou como atriz na produção ‘Paulicéia Desvairada’, dirigida por Wellington Duarte (2004-2005) na Casa de Cultura da Penha, inspirada na Obra do escritor Mário de Andrade e a Semana de Arte Moderna de 1922. Foi intérprete do projeto “Meninos do Farol” com o espetáculo “Tudo na Faixa” (2007), no SESC Itaquera, dirigido por Charles Razsl, Marcelo Bucoff, Germano Mello, João Simão e Eduardo Frin. Atou com intéprete-criadora no P.U.L.T.S Teatro Coreográfico (2006-2008), dirigido pelo bailarino e coreógrafo Marcelo Bucoff nos espetáculos “Olhos invisíveis” e “Índice dos primeiros versos”, ambos contemplados pela Lei de Fomento à Dança em 2006 e “Índice dos primeiros versos”. Atou também como intérprete-criadora no projeto “Ato mar de todas as coisas” (2009) dirigido por Key Sawao e Ricardo Iazzeta, com apoio do ProAC da Secretaria do Estado de SãoPaulo. Atua desde 2009 como atriz e bailarina na Cia. Noz de Dança, Teatro e Animação, dirigida por Annie Welter nos espetáculos infantis “Oras Bolas” e “100 + nem menos”.